III ‘Fórum Nordeste de Economia Circular’ (FNEC) reúne em Fortaleza: GIZ, SUDENE, FINEP, Pacto Global da ONU e autoridade da Costa Rica
A maior plataforma de articulação territorial voltada à economia circular do Brasil é apresentada pelo Governo do Ceará; com a realização da LB Cultura Circular e instância articuladora do Instituto Reinventando Futuros; patrocínio da Finep, Sudene, BNB e GIZ; além da parceria estratégica e institucional do MDIC, Pacto Global da ONU, Instituto do Clima e Sociedade, Ministério da Fazenda, Selo ODS Brasil, PNUD e Consórcio Nordeste

Mais de três mil pesquisadores, profissionais e membros da sociedade civil são aguardados durante o III Fórum Nordeste de Economia Circular (FNEC), que desembarca na cidade de Fortaleza (CE), entre os dias 25 e 27 de março. Principal plataforma de articulação territorial do país, o FNEC chega à ‘Cidade do Sol’ para conectar o território às políticas públicas, líderes e a inovação regenerativa voltada à ‘economia circular‘.
Apresentado pelo Governo do Estado do Ceará e idealizado pelo Movimento Reinventando Futuros, o Fórum reúne governos, organismos internacionais, setor privado, universidades, comunidades, lideranças territoriais, autoridades nacionais e internacionais, com o objetivo de conectar soluções concretas a políticas públicas, financiamento e cooperação internacional. A iniciativa é responsável por estabelecer soluções estratégicas que impulsionem o desenvolvimento sustentável dos nove estados que compõem a região Nordeste.
Alinhado ao Plano Nacional de Economia Circular (2025–2034), o FNEC dialoga diretamente com o Projeto de Lei nº 5.662, que institui a Política Nacional de Economia Circular. Desde sua fundação, em 2023, o Fórum opera como ponte entre território e estratégia nacional de transformação ecológica, antecipando os movimentos do Nordeste na economia de impacto e no Plano de Transformação Ecológica ‘Novo Brasil’, do Ministério da Fazenda.
Com o patrocínio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) e da GIZ (Agência Alemã de Cooperação Internacional); o evento conta também com a parceria estratégica e institucional do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Pacto Global da ONU, ICS (Instituto do Clima e Sociedade), do Ministério da Fazenda, do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), do Consórcio Nordeste e o Selo ODS Brasil; engajando diferentes pastas no desenvolvimento sustentável da região.
Entre as autoridades nacionais e globais que se farão presentes na nova edição, o Fórum traz nomes como Juliana Alves (Secretaria dos Povos Indígenas do Ceará – SEPINCE), Júlia Chade (ODS Brasil), André Melo (ICS), Nara de Lima (Rede Xique-Xique), Carolina Grottera (Subsecretária de Transformação Ecológica), Rebeca Wermont (liderança local responsável pela gestão de sustentabilidade do FNEC), Leonel Neto (PNUD), Carlos Mauricio Cordeiro Vega (Diretor Ministério do Ambiente e Energia da Costa Rica), Tatiana Caiado (GIZ), Lauro Chaves (UECE), Osmar Pontes (Citinova); propondo interações presenciais e híbridas entre o público e os participantes.
Consagrando a plataforma no ano de 2025, o FNEC recebeu o Selo ODS Brasil, certificação nacional com chancela técnica do Instituto Vozes da Inclusão, que reconhece organizações alinhadas à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). A certificação marca o início formal da Jornada de Certificação do Fórum, estabelecendo compromissos com governança, indicadores, monitoramento e impacto mensurável; consolidando a plataforma como espaço estruturado de implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Ceará como Território-Laboratório da Agenda 2030 e hub da economia circular
Reconhecido como o “primeiro estado do Nordeste em Sustentabilidade Ambiental”, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados, em 2023, o Ceará vem fortalecendo estratégias de investimento em sustentabilidade, inovação e economia circular. Em convergência com as agendas debatidas no FNEC, o estado se projeta nacionalmente como território estratégico na formulação e implementação de políticas públicas, soluções tecnológicas e modelos de desenvolvimento alinhados à transição ecológica e à circularidade produtiva.
Prova disso é que, ao longo de três dias, Fortaleza receberá lideranças públicas, autoridades federais e municipais, representantes de organismos multilaterais, lideranças femininas, indígenas e comunitárias, pesquisadores, artistas, empreendedores e especialistas em economia circular. A expectativa é superar os mais de três mil participantes presenciais, com programação híbrida e mais de 74 horas de atividades gratuitas, distribuídas entre 45 painéis temáticos, 14 plenárias e oito sessões especiais, além de workshops, mentorias e conferências principais.
As atividades ocorrerão no ‘Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura’, no ‘Hub Cultural Porto Dragão’ e na ‘KUYA – Centro de Design do Ceará’, equipamentos culturais estratégicos da capital cearense que reforçam o diálogo entre cultura, inovação e sustentabilidade. O Ano III do FNEC também traz episódios de podcast, gravados na KUYA com formato de plateia, convidados e com transmissão ao vivo para todo o país.
No ano de 2026, a curadoria está estruturada em dez eixos estratégico, são eles: economia circular e cidades sustentáveis (1); bioeconomia e desenvolvimento territorial (2); economia criativa e cultura regenerativa (3); economia solidária e inclusão produtiva (4); educação, inovação e juventudes (5); inovação aberta e metodologias sistêmicas (6); finanças para a transformação ecológica (7); caatinga — bioma, tecnologia e resiliência climática (8); cura, espiritualidade, memória e transformação (9); e água e saneamento como política climática (10).
A programação dialoga diretamente com sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico), ODS 10 (Redução das Desigualdades), ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), ODS 13 (Ação Climática), ODS 14 (Vida na Água) e ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação), legitimando o Fórum como laboratório territorial de implementação prática da Agenda 2030.
Percorrendo todos os estados da região pelos próximos seis anos, a embaixadora do ‘Movimento Reinventando Futuros’, Liu Berman, explica que o Ano III do FNEC está em conformidade com a ‘Agenda 2030’ da ONU, e se propõe a ser um ‘território-laboratório’ vivo na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
“Em 2026, o Fórum Nordeste de Economia Circular dá um passo decisivo na sua trajetória: deixamos de ser apenas um evento anual para nos consolidarmos como uma plataforma permanente de articulação territorial no Nordeste. O Ceará abre a agenda inaugural deste ciclo, que se estende ao longo de todo o ano com ações estruturantes junto a governos, cadeias produtivas, universidades, movimentos sociais e o setor privado. Nosso compromisso é que o Fórum não se encerre nos dias de conferência, mas gere entregas concretas até o final do ano, com legados institucionais, projetos implementados e pactos firmados no território. A Agenda 2030 e os ODS orientam esse processo, mas o grande marco de 2026 é a consolidação do FNEC como um laboratório vivo de articulação, onde políticas públicas, soluções práticas e desenvolvimento regional passam a caminhar de forma integrada e contínua”, ressalta Berman.

Diversidade e Inclusão como princípio estruturante de governança
O compromisso com a ‘diversidade e inclusão’ integra o DNA do FNEC desde sua primeira edição, realizada em Salvador (BA), em 2023. A diretriz constitui um eixo transversal de governança, que orienta decisões e define prioridades estratégicas do Fórum, visto que, historicamente, as agendas ambientais e econômicas foram desenhadas com baixa participação de segmentos populares, trabalhadores da base produtiva e lideranças territoriais.
Na edição em Fortaleza (CE), essa atuação é consolidada por meio do ‘Grupo de Trabalho (GT) de Diversidade e Inclusão’, que atua de maneira transversal na curadoria, governança, mobilização, construção metodológica das atividades e na linguagem institucional. A presença de lideranças femininas, povos indígenas, juventudes, catadores, empreendedores periféricos e territórios tradicionais revela o entendimento do Fórum acerca da economia circular associada à equidade territorial, justiça social e inclusão produtiva.
É nesse cenário de protagonismo jovem que Mavi Brilhante, liderança paraibana reconhecida internacionalmente por sua atuação em justiça climática, mobilização comunitária e uma das vozes brasileiras na COP30, reforça o compromisso do Fórum com a liderança das juventudes na formulação de soluções estruturantes.
Trajetória itinerante e consolidação do ‘FNEC’ ao longo dos anos
O histórico do Fórum demonstra sua crescente consolidação como referência no Nordeste brasileiro. A primeira edição, na Bahia, em 2023, ocupou simultaneamente quatro museus em Salvador e reuniu mais de 200 especialistas e organizações. A segunda edição, em Pernambuco, em 2025, integrou a programação oficial do REC’n’Play, ampliando o diálogo com os ecossistemas de inovação e tecnologia e envolvendo seis ministérios e duas autarquias federais.
Já a nova edição no Ceará marca a terceira etapa do circuito itinerante pelos nove estados do Nordeste, com agenda já prevista para Alagoas (2027), Maranhão (2028), Piauí (2029), Paraíba (2030), Rio Grande do Norte (2031) e Sergipe (2032).
Ao deixar um legado de articulação institucional, inovação metodológica e impacto territorial, o III Fórum Nordeste de Economia Circular reafirma o papel do Ceará e do Nordeste como protagonistas da transição ecológica brasileira, consolidando-se como espaço estratégico de convergência entre políticas públicas, financiamento, conhecimento técnico, cultura e soluções práticas orientadas ao desenvolvimento sustentável.
SERVIÇO
[Ano III do Fórum Nordeste de Economia Circular]
Quando: de 25 a 27 de março (as atividades do dia 26 de março, pela manhã, são reservadas a convidados)
Onde:
Hub Cultural Porto Dragão: rua Bóris, 90 C – Centro, Fortaleza – CE, 60060-190
KUYA — Centro de Design do Ceará: rua Sen. Jaguaribe, 323 – Mousa Brasil, Fortaleza – CE, 60010-010
Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura: rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema, Fortaleza – CE, 60060-390
Evento gratuito




