UCBIO 2026 une referências globais em defesa da natureza e aprova compromisso histórico pela proteção das Unidades de Conservação no Brasil

Evento realizado pela Rede Pró-UC e Associação Caatinga reuniu mais de 700 participantes para debater o papel estratégico das áreas protegidas frente à crise climática

Por jangada.online em

22 de junho de 2026 às 11:07
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Após três dias de intensos debates e trocas de experiências, a Conferência Nacional de Unidades de Conservação para Biodiversidade (UCBIO 2026) encerrou suas atividades no dia 9 de junho marcando um novo capítulo na defesa das áreas protegidas do país.

O evento, organizado pela Rede Pró-UC em parceria com a Associação Caatinga, mobilizou gestores, pesquisadores, ativistas e estudantes no Viasoft Experience, em Curitiba. O encerramento foi coroado com a aprovação unânime da “Carta de Curitiba”, um documento que reforça o protagonismo do Brasil na conservação global.

O manifesto exige que o Poder Público priorize a criação, implantação e gestão adequada das Unidades de Conservação (UCs) de proteção integral, destacando-as como barreiras fundamentais contra as mudanças climáticas e essenciais para um crescimento econômico sustentável.

Para Daniel Fernandes, diretor executivo da Associação Caatinga, a UCBIO 2026 cumpriu sua missão de retomar o diálogo qualificado após oito anos sem um fórum nacional dedicado exclusivamente às UCs. “A defesa da biodiversidade e das Unidades de Conservação é fundamental, porque são esses territórios que garantem a manutenção dos ecossistemas e, consequentemente, o futuro da própria humanidade”, destacou.

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Vozes globais pela conservação
A palestra de encerramento foi proferida pelo ativista e defensor da vida marinha Paul Watson, fundador da Sea Shepherd. Em um discurso focado no biocentrismo, Watson destacou a interconexão da vida: “O oceano é o planeta. A água conecta todos os seres vivos deste mundo. Ele também reforçou a necessidade crítica de fiscalização efetiva para que as leis de proteção ambiental não sejam apenas ‘pedaços de papel.’”

Na abertura, o ministro Antônio Herman Benjamin, presidente do STJ, ressaltou que a criação de uma UC por decreto é apenas o primeiro passo, sendo indispensáveis investimentos contínuos em infraestrutura e equipes técnicas para garantir sua função ecológica.

O ecólogo John Terborgh, autoridade mundial em ecologia tropical, também participou das discussões, abordando o papel dos parques nacionais como redutos de biodiversidade rumo à meta global de 30% de territórios protegidos até 2030.

Reconhecimento e novos avanços
Durante a conferência, foi entregue a primeira edição do Prêmio Miguel Milano de Conservação da Natureza. Os ambientalistas Germano Woehl Jr. e Elza Nishimura Woehl, fundadores do Instituto Rã-Bugio, foram premiados com R$ 100 mil pelo legado de proteção à Mata Atlântica em Santa Catarina e pela coragem no enfrentamento de ameaças ambientais.

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