PL propõe tornar inafiançável crime de homicídio ou lesão culposa no trânsito
Projeto da deputada Dayany Bittencourt foi motivado pela morte de jovem atropelado em Fortaleza por motorista sob efeito de substâncias

A deputada federal Dayany Bittencourt (União-CE) apresentou, nesta segunda-feira (23), o Projeto de Lei 3018/25, que visa endurecer as penas para crimes de trânsito que resultem em morte ou lesão corporal. A proposta determina que, em casos em que o condutor esteja sob efeito de álcool ou drogas, o crime se torne inafiançável e tenha o cumprimento de pena em regime fechado.
O projeto surge como resposta à comoção causada pela morte de Kauan Guedes, de 18 anos, atropelado no último dia 19, no bairro Meireles, em Fortaleza. O jovem estava em uma motocicleta com um amigo quando foi atingido por um carro que avançou o sinal vermelho em alta velocidade. O condutor, o empresário Rafael Elisario, foi preso em flagrante, mas liberado em audiência de custódia após pagar fiança de R$ 15 mil. O amigo de Kauan permanece hospitalizado.
“O que a lei atual faz é penalizar apenas as famílias das vítimas. Elas enterram seus filhos e ainda são obrigadas a assistir os responsáveis sendo liberados como se nada tivesse acontecido. Isso é impunidade institucionalizada”, afirmou a deputada Dayany.
O PL 3018/25 propõe pena de 8 a 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado, para quem causar lesão ou morte no trânsito sob influência de substâncias psicoativas. Nos casos em que houver dolo eventual, quando o motorista assume o risco de provocar a morte, a pena poderá variar de 12 a 30 anos de prisão.
A deputada reforça que o objetivo é dar uma resposta concreta à sociedade e garantir justiça para vítimas e familiares.
“Não podemos continuar tratando como ‘acidente’ o que na prática é crime. Quem dirige bêbado ou drogado e mata alguém deve responder à altura da gravidade do que fez.”




