Videocast recifense sobre arte urbana estreia nas plataformas de streaming com foco nas periferias
Grafite, reconhecido como patrimônio cultural do Brasil, é tema de nova temporada exibida gratuitamente na internet

Quem anda pelas ruas do Centro do Recife, por becos, vielas e comunidades, se depara com obras de arte pintadas a céu aberto, que levam cor, cultura e ressignificação a diferentes territórios da cidade. É a partir dessa paisagem urbana que o videocast Clima de Quintal lança a nova temporada “Da Quebrada ao Centro: Vozes que Pintam“, dedicada à arte urbana e ao papel do grafite como forma de expressão, identidade e resistência nas periferias do Recife. A temporada já está disponível gratuitamente em todas as plataformas de streaming de áudio e vídeo, consolidando o projeto como uma iniciativa inédita no cenário local.
Idealizado e apresentado pela produtora cultural Melinda Lima, o programa amplia o debate sobre como o grafite e o muralismo se consolidaram como linguagens que expressam pertencimento e memória nos bairros da capital. A série também propõe refletir sobre a arte urbana como instrumento de transformação social e de valorização dos artistas locais que utilizam a arte para requalificar os espaços públicos da cidade. Este projeto tem o incentivo da Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura.
O grafite foi reconhecido oficialmente como patrimônio cultural do Brasil por meio da Lei 14.996, de 2024, que o define como uma expressão artística urbana de valor social, cultural e técnico. A legislação busca valorizar, preservar e garantir a livre expressão, além de combater o estigma historicamente associado a essa forma de arte.
Cada episódio tem cerca de 30 minutos e conta com legendagem, tanto nos episódios quanto nos conteúdos publicados nas redes sociais do projeto, sempre no intervalo de quinze dias. Nesta temporada, estão previstos três programas. O primeiro episódio foi ao ar na sexta-feira (17) e contou com a participação de Anne Vitória, conhecida como Inai. Travesti negra, pichadora, grafiteira e artista visual, ela está em formação técnica em artes visuais pelo Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e integra o coletivo Com Tinta e Acrilhos. Natural de Maranguape II, mora há cinco anos em Brasília Teimosa.
O segundo episódio vai ao ar no dia 1º de maio, e traz como convidado Chothi Viciotinta. Já o encerramento da temporada está previsto para o dia 15, com a participação da educadora social Edgleise Barbosa, que aborda a inserção de mulheres e mães no hip hop.
Segundo Melinda Lima, o videocast aproxima o público da experiência estética e social do grafite. “O grafite é uma linguagem viva, que denuncia, celebra e inspira. É arte que nasce na rua e volta para ela como memória coletiva”, afirma.
A equipe do projeto é formada por profissionais de diferentes áreas da comunicação e da produção audiovisual. A apresentação é de Melinda Lima, com participação da artista convidada INAY, natural de Maranguape I, e que integra o coletivo Pão e Tinta e Pixel Girls. A direção de fotografia, direção criativa e operação de câmera ficam a cargo de Ubirafotografia e Afrorec. A produção geral é assinada por Jô Rodrigues Produtora, enquanto o design é desenvolvido por Diego Mancha Negra. A assessoria de imprensa é realizada por Salatiel Cícero (Hub Baobá – Comunicação, Cultura e Inovação).
O público pode assistir, ouvir e interagir com o conteúdo gratuitamente por meio de celular, computador, notebook ou tablet, nas principais plataformas digitais.
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Serviço
O quê: Videocast recifense sobre arte urbana estreia nas plataformas de streaming com foco nas periferias
Onde assistir e ouvir:
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Classificação indicativa: para todos os públicos




