Fundo Brasil vai doar até R$ 100 mil para iniciativas populares que promovam justiça climática, trabalho digno e transição justa no Nordeste
Serão selecionados até 35 projetos de coletivos e organizações de trabalhadores, povos indígenas, comunidades tradicionais e quilombolas

Povos indígenas, comunidades tradicionais, quilombolas e trabalhadores precarizados dos meios urbano e rural na Amazônia Legal brasileira e na Região Nordeste têm a oportunidade de obter recursos para viabilizar ações de mitigação à crise climática em seus territórios. O Fundo Brasil de Direitos Humanos vai apoiar até 35 projetos focados em justiça climática e transição justa.
O edital “Soluções Climáticas a Partir da Base” vai doar R$ 2.250.000,00 para propostas de defesa do direito à terra e ao território, dos modos de vida tradicionais, de construção de salvaguardas socioambientais, promoção de ações de sociobioeconomia, fortalecimento de reservas extrativistas, de propostas de reforma agrária popular, entre outras ações de base comunitária.
“Agroflorestas, protocolos de consulta construídos comunitariamente para orientar o uso dos territórios, pontos populares de trabalho são ideias já testadas e com efeitos concretos para mitigar impactos das mudanças climáticas nos territórios”, diz Ana Valéria Araújo, diretora executiva do Fundo Brasil. “Precisamos de todo mundo para enfrentar essa crise e é por isso que esse edital tem um papel estratégico no debate público brasileiro e global sobre clima. Ele leva recursos às comunidades, joga luz sobre trabalhos que já estão sendo desenvolvidos, impulsiona inovação.”
Pela segunda vez, o edital reúne duas linhas de ação temáticas do Fundo Brasil: Raízes – Justiça Climática para Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, e Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno. Desta forma, incentiva o trabalho em rede e a colaboração entre causas que têm afinidades entre si. Cada organização pode receber R$ 50 mil ou até R$ 100 mil, de acordo com a natureza do projeto.
Em Parnaíba, no Estado do Piauí, as palmeiras de babaçu protegem o solo de terra vermelha e a mata, alimentam os rios e sustentam a vida de gerações de mulheres quebradeiras de coco. Com recursos doados em edital do Fundo Brasil, via Raízes, essas mulheres ameaçadas diariamente pelo avanço do agronegócio fortaleceram a Associação das Mulheres Quebradeiras de Coco de Babaçu do Baixo Parnaíba. Com mais de 120 associadas, a entidade promove formação para a defesa de direitos e para a preservação ambiental.
“A gente fortalece a luta pela valorização dos modos de vida tradicionais, pelo acesso à renda e pela proteção ambiental com protagonismo das mulheres”, disse Klésia Lima, liderança na entidade.
Inscrições e Critérios
As inscrições estão abertas até 08 de maio de 2026. Podem se inscrever grupos, coletivos, sindicatos, movimentos sociais e organizações brasileiras sem fins lucrativos, mesmo que não possuam formalização ou CNPJ. No caso de grupos não formalizados, será necessária uma parceria fiscal para o recebimento do recurso.
O Fundo Brasil já destinou mais de R$ 126 milhões para apoiar mais de 2.300 iniciativas em todas as regiões do país. Para saber mais, acesse o site do Fundo Brasil.
Serviço:
Envio de propostas: até 08 de maio de 2026
Divulgação dos selecionados: 21 de julho de 2026
Dúvidas sobre o edital: [email protected]




