Após questionar em grupos deputado faz pedido a ministro de intervenção no CE

O último final de semana de muita violência e atentados em Fortaleza, e outras cidades do Ceará, despertaram várias reações

Por jangada.online em

29 de março de 2018 às 00:32 atualizado às 22:47

O último final de semana de muita violência e atentados em Fortaleza, e outras cidades do Ceará, despertaram várias reações da sociedade cearense. O assunto foi abordado nas redes sociais, e em vários grupos de Whatsapp com participantes residentes no município de Caucaia.

O deputado federal, Danilo Forte (DEM-CE) não perdeu tempo e levantou um questionamento simultâneo em vários grupos de Whatsapp do município: “quero saber o que falta para pedir intervenção já?”, dizia as repetidas publicações do deputado que abriu o debate nos grupos.

Após atentados do crime organizado no Estado e consequentemente a repercussão negativa, em todo o Brasil, as declarações do deputado geraram várias reações: pessoas ficaram contra e acusando o deputado de aproveitar o momento para aparecer, mas também teve participantes dos grupos do aplicativo que apoiaram Danilo Forte.

A ação do deputado alfinetou diretamente a atual gestão estadual, comandada pelo governador Camilo Santana, e levantou a polêmica da possibilidade de mais uma intervenção militar em outro Estado da Federação, além do Rio de Janeiro.

O questionamento nos grupos de whatsapp foi respondido até com hostilidade por alguns dos participantes. No entanto, foi aplaudidos por outros.

Nesta segunda-feira (27/3) o próprio deputado Danilo Forte (DEM) pediu ao ministro da Segurança, Raul Jungmann, uma possível intervenção militar no Ceará. Conforme matéria publicada no jornal Folha de São Paulo a resposta obtida do titular da Segurança foi que apenas o governador tem a prerrogativa de poder sugerir a interferência do Exército.

A missão do deputado foi cumprida. A batata quente ficou nas mãos do governador. E o espetáculo continua com a violência que não para nas ruas e cede espaço para as estratégicas políticas de aparecer em ano eleitoral, momento suprime autorizado para a caça dos votos.

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